Era pra ser
Passou um tempo
A paz voltou a reinar
Nossos tetos, nossas histórias
Nossas memórias, nossos erros
Nossos escândalos, nossos segredos
Voltaram na era moderna
No inverno do calendário lunar.
O nosso lugar permanece intocado
Incontáveis histórias, num entoado de ecos
provocados pelo desejo
Pelos longos goles, numa épica sintonia
Das minhas mãos e nossos beijos.
A cada música que a gente ouvia
A cada bordão exclusivo
Uma nostalgia diferente
A cada sopro de lembrança de nossas andanças
A cada música escrita pra você
A cada esbarro
Uma saudade, Que me queima
Como um isqueiro queima um cigarro sendo tragado
Por um tempo você sumiu
Quebrei o botão do replay
Vendo o tempo que passei com você
Me rasguei por te perder
Perdi a postura
Me desfiz na rua
Me viciei num só cd.
Putschist.
The Putschist.
Curitiba, 18 anos, aspirante a poeta, cabelo cacheado, você sabe quem sou.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Pálida.
Você nasceu da ausência de paz
Você rendeu conversas
Me deu ideias
Criou a peça mais gostosa para se encenar.
Você surgiu do convívio
Me trouxe alivio
Me fez incrivelmente leve
Me despertou vontade de te beijar.
Do tipo perfeito pra mim
Curioso seria se fosse possível
Mais engraçado ainda se fosse teu sorriso
A primeira metamorfose do dia
Em que eu iria por anos lembrar.
Putschist, fevereiro 2016
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Doce suicídio
Não tem porquê querer apressar
Não tem o que me faça falar.
Tudo não passa
Nada que o mapa indique
É de fato solução
A única chance de correr no tempo
É perceber que o vento não move suas coragens
Que o dono do ponteiro não aponta pra margem
Que o navio cargueiro não carrega suas vontades
Que seus planejamentos, suas viagens
São impulsos, são nulos.
Nada que o dedo indique
Me fará sorrir
Nada que o mundo invente
Me fará ficar
Nada que o sol esquente
Me fará sentir
Nem o maior dos oceanos
Nem o supremo dos seres humanos
É maior que a camada de ócio que me cobre
Do aço que me prende
Do laço que me anula
Da minha vida chula.
Não sinto que sou carne
Não vivo mais como antes
A força que todos diziam,
Não veio até a mim
A moça que me fazia sorrir
Se cobriu e fugiu de vergonha.
Agora sim não tenho mais nada
Um diário de escritas simples
Estará guardado na mala
A viagem será longa
E o mundo que fique
Com palavras em vão
Não precisarei mais
Descrever o fim dos meus tempos.
Putschist, agosto, 2015
Putschist, agosto, 2015
quarta-feira, 13 de maio de 2015
310
E então minha carne tocou a sua
Vimos a vida nua e crua
Junto a uma obsessão de amor e paixão.
Tudo maravilhoso
Fizemos amor no ócio
Sentimos em carne
O cálcio dos ossos
A expressão nos olhos
Que gritavam cantigas de amor.
As pequenas declarações
Já não bastavam a tempos
A prática do amor
Veio a ser uma demonstração
Maior que qualquer coisa.
Tua carne é minha
Teu corpo respira do meu amor
Teus olhos sorriem para o nosso ato
Tua boca diz palavras chulas
Declarações nuas
Sem nenhum recato.
Teu colo és meu recanto
Teu abraço me faz anjo
Tua carne me faz pecado
Nosso amor nos faz humanos.
Putschist, maio 2015
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Me excluo de você
Eu me excluo de você
Não precisa compreender
É só mais um obcecado
Se afastando do pecado.
Eu digo que aceito
Mas sabe que não é
Mesmo assim se esforça
Pra ser mais que uma "má fé".
Tenta alcançar minhas notas
Tenta pisar em minhas costas
Para se fortalecer do meu amor.
Você não entende
Você não compreende
Que não tenho mais valor.
Dizíamos coisas
Que nunca vivemos
Inventávamos obsessão
Que nem nós cremos.
Você vivia tão perto
E eu estava tão cego
Com a falta de distância.
Que nem pude perceber
Que estava sugando
Meu sopro de vida.Putschist, abril 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
corações de 2000
O que houve com a vida?
O que houve com o tempo?
Talvez tenha perdido a cor
Assim como a lua perde o brilho
Em noites de neblina.
Talvez tenha chance
De vivermos sorridentes
Mas é tão difícil
Sentir que a própria cor
Deixa de existir
Quando um coração
Para de sentir amor.
O que houve com o mundo?
Que era tão mágico
Colorido com tons intensos
Contornado com emoções vibrantes.
Existia coração há tempos
Hoje existe máquinas de trabalho
Talvez o mundo seja falho
Ou exista muitas pessoas mistas
De caridade e ódio.
O amor está perdendo o sentido
Corações esfarrapados
Dizem palavras mentidas
Metidas em linhas
De prazer temporário.
Podemos salvar
Podemos guiar os corações cegos
Podemos curar os encantos
Tão fracos e falsos.
Pensem mais
Amem mais
Atrás não voltaremos
Mas podemos refazer o futuro perdido
Com palavras de alívio
Com sentimentos sinceros
Com menos desonestos.
Um coração jovem é tão puro
O amor é tão lindo
Uma paixão é importante demais
Para ser regada de declarações falsas.
Podemos ser mais humanos
Temos a capacidade de molhar com alegria
Corações secos e frios.
Vamos nos aquecer
Em um abraço mútuo
Vamos espairecer o mundo
Vamos ensinar o mudo
A expressar do fundo
o amor que sente.
Amor é a salvação
Pena que os corações de dois mil
Não sabem amar.
Putschist, março 2015
Putschist, março 2015
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Pecado.
Tudo o que levamos
É aquilo que nos distrai
Que nos alivia a dor
Que nos atrai.
Essa peça é critica demais
Poderíamos tentar esquecer
Que estamos
Num teatro de fantoches.
Vamos amar mais
Rir mais
Mais diversão na cena
Mais experiências gostosas
Menos problemas.
Por favor
Chega de ser limitado
Chega de imitar e ser imitado
Chega de querer entender.
Vamos nos render ao pecado
O errado agora é se arrepender
De tudo que é bom
Sexy, vulgar e obsceno.
Deixe os lideres
Pensando que são reis
Vamos deixar essa mania
De fazer o certo
Vamos focar na crença
De que o absurdo é mais atraente.
É muita decência
Não somos deuses
Somos pecadores natos
Vamos aceitar o papel
De viver o mundo
De viver tudo o que temos vontade.
Putschist, dezembro 2014
É aquilo que nos distrai
Que nos alivia a dor
Que nos atrai.
Essa peça é critica demais
Poderíamos tentar esquecer
Que estamos
Num teatro de fantoches.
Vamos amar mais
Rir mais
Mais diversão na cena
Mais experiências gostosas
Menos problemas.
Por favor
Chega de ser limitado
Chega de imitar e ser imitado
Chega de querer entender.
Vamos nos render ao pecado
O errado agora é se arrepender
De tudo que é bom
Sexy, vulgar e obsceno.
Deixe os lideres
Pensando que são reis
Vamos deixar essa mania
De fazer o certo
Vamos focar na crença
De que o absurdo é mais atraente.
É muita decência
Não somos deuses
Somos pecadores natos
Vamos aceitar o papel
De viver o mundo
De viver tudo o que temos vontade.
Putschist, dezembro 2014
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