quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Agradável.

A solução era falar
Sobre a muralha
Estava você
Sem porque, resolvi escalar.

Brava inquieta
Não dava chances
Não era aberta
Mas a dureza era proposital.

Senti que porém
La dentro também
Batia um coração conformado
Talvez decepção
Talvez só criou uma ilusão
Que possivelmente deu errado.

Fui cauteloso
Me desviei do bombardeio
De emoções e devaneios
Me habituei ao inquieto.

Pude manter o contato de longe
Parecia que se escondia
Que se fechava tanto
Pelo simples fato
De não querer encantar.

Um dia dissolve
Um dia resolve se soltar
Descer desta muralha
Se habituar ao imaginário
Viver o inventário
De alegrias que a vida
Pode proporcionar.

Putschist, novembro 2014

Os "porque's" do amor.

Deixa eu encontrar sua sensatez
Deixa eu voltar pra ti de uma vez
Viver sem motivos.

Relaxar sem pedidos
Sem negações
Amar sem restrições
Neste mundo doentio.

Poderíamos juntos
Nos drogar
Sem se envergonhar
Desse mundo perdido.

Amar já basta
Viver esta farsa
Está fora de cogitação.

Os "porque's do amor
Sempre são inverso
Eu protesto
Me nego a pensar
Que precise existir um "porque"
Para poder amar.

Somos imperfeitos
Os preferidos
Nosso truque de enganar
Basta apenas para nossos corações.

Esse clichê já está chato
Está desagradável pensar limitado
Seguir a linha de raciocínio.

Vamos nos controlar
Nos amar mais
Sem se preocupar com os lobos
Que nos cercam.

Vamos nos desligar deste palco
No qual a maioria é figurante
Vamos montar o nosso próprio teatro
E sermos protagonistas
Dessa trama de romance.

Opto por ser com você
O mais drogado do mundo.

                                                                                                Putschist, novembro, 2014





terça-feira, 18 de novembro de 2014

Tá.

Pense meu bem
Se estivéssemos existido antes
Se tivéssemos surgido
Diante de uma catástrofe
O nosso amor seria a base
Da revolução sexual.

Ouça bem,
Se eu desaparecer,
Você poderá dizer
Que foi algo paranormal.

Só precisa de uma desculpa
Pode falar que foi tudo
Minha culpa
E dizer que não sabia
O que estava fazendo.

Se por acaso for pega
Por amar alguém tão estranho
Diga que eu sou louco
Desligado e um pouco bobo
Nessa questão de amor.

Se te perguntarem porque fez
Diga que foi impulso
Que fomos expulsos
Daquele céu estrelado.

Se alguém tentar te amparar
Diga que sou maníaco
Sádico e demoníaco
E vou me vingar.

Talvez aquela terça
Tenha sido um pecado mortal
Mas como já disse
Eu morro por você
Porque se submeter
Para o homem é normal.

                                                                                         Putschist, novembro 2014

Sóbrio

Foi tudo tão precipitado
Você surgiu assim
E me surgiu enfim
A ideia de te querer.

Parecia tão arriscado
Mas com calma
Controlei meus sentimentos
Para poder demonstrar
No exato momento
Em que pudesse ter certeza
Que teria, ao menos a mínima chance
De ter você pra mim.

Em um gesto tão rápido
A nuvem que cegava meus olhos
Deu lugar a uma luz que irradiava
Do seu sorriso
A angústia por sua vez
Se tornou mais uma vez
Insignificante.

Não posso pedir que me ouça
Pois se o seu coração não permitir
Não poderei agir
De acordo com meus
Sentimentos.

Talvez em algum momento
Por mais mínimo que seja
Você perceba
Que posso ser muito mais
Do que um talvez.

                                                                                                 Putschist, novembro 2014